E se em vez de resolver problemas, os evitássemos?

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Saiu, a 21 de fevereiro de 2020, nos meio de comunicação, a notícia da expulsão de um aluno com 18 anos de uma das nossas escolas da Região, a Madeira, por agressão a um docente. Um aluno reincidente, com várias tentativas infrutíferas de integração na comunidade educativa. Após 10 dias de suspensão e queixa policial, o aluno é expulso. Este é apenas mais um numa larga centena de casos de agressão a professores reportados por todo o país. Quase 3 dezenas só este ano! Ainda durante este mês, foi agredido a soco e pontapé por um utente, num centro de saúde do nosso país, um médico por opor-se a renovar uma baixa médica, atendendo à existência de informações incoerentes na ficha do doente, aliás, detetadas anteriormente por um outro colega que também não terá renovado a baixa. Um caso, entre dezenas de casos que acontecem a profissionais do nosso sistema de saúde, principalmente público! No passado domingo, um agente da PSP foi agredido também a soco e pontapé, além de atacado co...

Atenção às futuras e recém-mamãs! Diástase abdominal.

Antes de se iniciarem as aulas de recuperação de parto, há algo muito importante que todas as mães deveriam saber e que todas as enfermeiras de saúde materna deviam fazer: verificar se houve lugar a um afastamento (anómalo) dos músculos abdominais, a chamada Diástase dos retos abdominais. O teste é fácil de fazer e pode ser confirmado por ecografia. Este detecção precoce da lesão permite que as mamãs não piorem, mesmo sem saber, o seu problema. Que foi o que eu fiz....

Na recuperação de parto, parte dos exercícios passam por abdominais cujo objetivo é o de reforçar a musculatura. A realização desses abdominais em caso de diástase aumenta a separação dos músculos e provocam ainda mais lesões, podendo inclusive causar herniação umbilical. A enfermeira de saúde materna que acompanha a recém-mamã deverá ao efetuar o teste e comprovar a existência da separação dos músculos, encaminhar a situação para um fisioterapeuta que, com a devida avaliação, deverá criar um plano de trabalho que ajude na recuperação da diástase. 

Sem a estabilidade proporcionada pelos músculos abdominais, surge a fraqueza abdominal que compromete a estabilidade corporal e a mobilidade; contribui para aparecimento de dor nas costas , compromete a postura, causa hérnias, provocam um mal estar estético e, segundo as ultimas pesquisas, podem levar à incontinência urinária... 

As dores na zona lombar ou na região pélvica são as manifestações mais comuns de uma diástase reto abdominal. 

No meu caso, só cirurgicamente se pode dar a volta à situação uma vez que a diástase não foi detetada após o meu primeiro parto... Só "descobri" a minha situação peculiar passados 7 meses do nascimento do meu primeiro filho durante uma massagem de drenagem linfática... Estava já o mal feito! Já tinha feito a recuperação de parto e estava no ginásio já há 2 meses... Ainda assim, evitando os abdominais (substituindo-os por "pranchas") consegui reduzir quase a totalidade da separação dos músculos... o que viria a "estragar" 4 anos depois com a gravidez de um bebé de 4.500kg! Eu, que só aumentei 12kg e fiz uma barriga gigante fiquei com danos na musculatura abdominal que só podem ser corrigidos através de cirurgia reconstrutiva (abdominoplastia)... Inevitável foi também a herniação do umbigo e as dores (diárias) na zona lombar...

Acho que este é um assunto que deve ser mais divulgado! Até o meu massagista me falar sobre a diástase nunca tinha ouvido falar da mesma. Sabíamos da existência daquelas "barriguinhas" que as pessoas às vezes mantêm após o parto e para o resto da vida, e que parecem uma barriguinha de 3 meses de gravidez e não sabemos que o que aconteceu foi que os músculos que mantêm o estômago e os restantes órgãos estão tão flácidos, que não os conseguem arrumar e então os mesmos "saem cá para fora"... Não há cinta, não há estratégia, não há dieta que resolva... 

Passem a palavra, partilhem... Leiam este artigo sobre Diástase do reto abdominal, procurem mais informação, questionem...Não é (apenas) uma questão estética... É uma questão de saúde e infelizmente o despiste, na maioria dos casos, não é feito por quem nos deveria acompanhar no pós-parto...

fonte: https://oposparto.wordpress.com/


A saber...
  1. Podem tentar em casa verificar por vocês próprias se têm diástase. Vejam aqui como! (Infelizmente, não encontrei em português nenhum que valesse a pena publicar.)
  2. Nesta reportagem podem também aprender a fazer o auto-diagnóstico e perceber melhor o que é a diástase do ponto de vista mais clínico. 
  3. Ficam aqui também alguns exercícios que podem fazer em casa, diariamente mas sem esforçar, para reduzir gradualmente a diástase. 
  4. E ainda, para os amantes de Yoga, fica também uma sequência de exercícios que são comummente utilizados por mamãs  praticantes da modalidade e que têm diástase. 

Fiquem bem! 






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