E se em vez de resolver problemas, os evitássemos?

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Saiu, a 21 de fevereiro de 2020, nos meio de comunicação, a notícia da expulsão de um aluno com 18 anos de uma das nossas escolas da Região, a Madeira, por agressão a um docente. Um aluno reincidente, com várias tentativas infrutíferas de integração na comunidade educativa. Após 10 dias de suspensão e queixa policial, o aluno é expulso. Este é apenas mais um numa larga centena de casos de agressão a professores reportados por todo o país. Quase 3 dezenas só este ano! Ainda durante este mês, foi agredido a soco e pontapé por um utente, num centro de saúde do nosso país, um médico por opor-se a renovar uma baixa médica, atendendo à existência de informações incoerentes na ficha do doente, aliás, detetadas anteriormente por um outro colega que também não terá renovado a baixa. Um caso, entre dezenas de casos que acontecem a profissionais do nosso sistema de saúde, principalmente público! No passado domingo, um agente da PSP foi agredido também a soco e pontapé, além de atacado co...

Primeiros dias de uma gravidez de sonho





Toda a vida desejei ser mãe. Ainda antes de pensar que carreira gostaria de seguir, ou de como havia de orientar a minha vida, sabia que queria ser mãe.. Mas a minha "veia hipocondríaca" assustava-me, e pensava :"E se não puder ter filhos?"

Aos 18 anos conheci o homem que mudou a minha vida... De uma relação divertida e sincera foram-se enraizando sentimentos e certezas, que depois de 8 anos em conjunto nos levaram a assumir um dos compromissos mais importantes das nossas vidas, e assim, em Agosto de 2008, casamos, numa cerimónia simples e elegante que reuniu as nossas famílias e os nossos melhores amigos ...

Neste clima de alegria constante, 4 meses depois, deu-se o chamado "milagre da vida", e sem estarmos a aplicar-nos a 100%, mas sem o evitar, o tal milagre aconteceu.

Depois de uns dias de atraso menstrual, e apesar de sentir os sintomas para que o período aparecesse, continuava a tardar. Até que no dia 22 de Janeiro, estando já farta da situação e de que as minhas colegas lá da escola me estivessem sempre a provocar "Estás é grávida!!" e comprei um teste de gravidez... usei o copinho e... esperei.

Supostamente tens de esperar 5 minutos. Eu estava tão grávida que só tive tempo de pousar o copo e fechar as calças. O resultado apareceu de imediato!! Não queria acreditar... tive que ler o folheto 3 ou 4 vezes... até que a minha irmã me disse: "Oh meu Deus! Estás mesmo grávida!"...

O Spínola, meu marido, chegaria a casa dentro de 2 a 3 minutos e não havia tempo para preparar a notícia da forma especial que sempre quis fazer, e eu estava tão entusiasmada que certamente não conseguiria esperar para o dia seguinte... Só tive tempo de pousar o teste em cima do lava-mãos da casa de banho e pedir-lhe quando chegasse para ver o que lá estava...

Saiu da casa de banho comovido e abraçou-me... Chorei de alegria... Peguei no meu telefone, e com as palavras presas na garganta, liguei à minha mãe que achava que eu estava a brincar, acabando ainda assim por se convencer que eu nunca brincaria com uma noticia destas!

O meu pai, assombrado pelos 7 anos em que a minha mãe tentou engravidar sem conseguir, apesar de contente, só acreditaria com a confirmação do médico... mas quem o censura?

E lá aconteceu. No dia 27 de Janeiro de 2009, numa consulta que serviria para dizer ao médico que iríamos tentar engravidar, ouvi pela primeira vez o bater do coração da minha estrelinha, que de acordo com os cálculos do meu GO estaria com 6 semanas e 5 dias. Entramos em delírio... aquilo que enchia a sala e redundava nas paredes do escritório era o coração do nosso bebé!

Não há palavras para descrever o que senti... Uma palete de emoções tão distinta quanto as tintas da palete de um pintor...

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