E se em vez de resolver problemas, os evitássemos?

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Saiu, a 21 de fevereiro de 2020, nos meio de comunicação, a notícia da expulsão de um aluno com 18 anos de uma das nossas escolas da Região, a Madeira, por agressão a um docente. Um aluno reincidente, com várias tentativas infrutíferas de integração na comunidade educativa. Após 10 dias de suspensão e queixa policial, o aluno é expulso. Este é apenas mais um numa larga centena de casos de agressão a professores reportados por todo o país. Quase 3 dezenas só este ano! Ainda durante este mês, foi agredido a soco e pontapé por um utente, num centro de saúde do nosso país, um médico por opor-se a renovar uma baixa médica, atendendo à existência de informações incoerentes na ficha do doente, aliás, detetadas anteriormente por um outro colega que também não terá renovado a baixa. Um caso, entre dezenas de casos que acontecem a profissionais do nosso sistema de saúde, principalmente público! No passado domingo, um agente da PSP foi agredido também a soco e pontapé, além de atacado co...

Lentamente, a fisioterapia...

Comecei na sexta-feira passada as minhas sessões diárias de fisioterapia com a duração de uma hora a ver se realmente dou a volta a esta paralisia, que acima de tudo paralisou a minha fé e a minha boa disposição...

Tem sido dificil ver que apesar de algumas sessões, e de algum tempo, continua tudo igual... Custa-me imenso estar em frente ao espelho, a fazer as sessões de fisioterapia doméstica e ver que o lado direito da minha cara parece ter vontade própria e teima em não responder aos estimulos que lhe são dados... Aí desespero, choro, irrito-me e choro mais um bocado... Só o olho começa mmuito lentamente a reagir (e eu não noto)...

Desanimo e isolo-me no escuro do meu quarto, na imensidão do seu silêncio apenas interrompido pelo choro compulsivo que às vezes me atinge e pelos soluços que insistem em acontecer quando finalmente consigo controlar o pranto, ou ainda, pelo vibrar do telemóvel de uma das inúmeras chamadas que a minha mãe faz para ver realmente como me ando a comportar e a reagir...

É dificil... acordo todas a manhã na expectativa de olhar-me ao espelho e finalmente comprovar que houve melhorias, mas sem efeito, e desanimada e inconsolável, decido desistir... não me importa mais sorrir, nem falar correctamente, nem fechar os olhos em simultâneo nem nada... nem por mim, nem por ninguém. Dizem-me que tenho que ser forte, que ter fé, que nossa Senhora de Fátima me há de ajudar, que não posso desistir, mas não quero saber... já a muito tempo que sinto que a fé me abandonou a mim, e não eu a ela... Mas depois, o Rodrigo mexe-se como a que pedir-me que o faça por ele, e aí ganho forças (não força, mas ânimo) e recomeço os exercícios um por um...

A minha disposição não é realmente a melhor... eu, que sempre fui bem disposta, sorridente, vejo-me inundada numa tristeza que por vezes me faz reagir mal à ajuda constante e incessante do meu marido, que não me abandona nem desampara nunca, apesar de estar a passar por um mês que quase nem lhe permite respirar... Estudar para frequências e exames, relatórios e apresentação de trabalhos na faculdade para a conclusão da sua Licenciatura em Organização e Gestão de Turismo, o trabalho e a auditoria das finanças que lá está a haver... enfim... e mesmo assim, arranja tempo para mim, para me apoiar no tratamento, para me dar força, para ignorar a minha "rabujice" e o pessimismo que ultimamente é-me tão característico...

Temos passado realmente mais em 10 meses de casamento do que 9 anos de relação que temos juntos, e o pior, é que deveriamos estar ainda como que em lua de mel... E tudo isto faz-me amá-lo ainda mais...

Com o seu apoio e o da minha familia, arregaço as mangas e lanço-me novamente à vida... Choro porque não controlo, mas reajo... penso no Rodrigo e na imensa vontade que tenho que me conheça "perfeitinha" (pelo menos simétrica) como era antes desta maldita paralisia... desabafo com eles e neste blogue que tem sido a minha escapatória, que me tem impedido de sentir pena de mim mesma pois mantém-me ocupada...

Vou vencer, não tenho dúvida, e embora caia por vezes, volto a erguer-me e reinicio a caminhada...

A ti Spínola, a quem tanto amo, a ti mãe e pai, e a vocês manas, mas principalmente a ti Rodrigo, obrigado pela força que me dão, pelo apoio e pelo amparo... Amo-vos mais cada dia...




Às minhas manas Andy e Fabiana, que realizaram ontem o exame nacional de português, boa sorte, vai tudo correr bem... Festejaremos todos juntos em Setembro, o nascimento do Rodrigo e o vosso sucesso académico... Tenham fé... <3

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